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Normalmente nossa
experiência do espaço se passa sem que tenhamos consciência
de que ele é o elemento dentro do qual estamos imersos: o espaço
ao redor de nós é tão invisível quanto aquele
no nosso interior.
Cartas ao Vizinho, de Rodrigo
Braga, provoca uma reflexão sobre limite e espaço que une
o interior e o exterior, o próximo e o distante e reciprocamente:
vias entreabertas ao conhecimento. Consequentemente toda experiência
privada ou interior se revela na realidade exterior através do
ponto de vista externo à nós que suscitam simultaneamente
a contemplação ou a expressão. Toda uma aventura
se articula então entre o espaço bidimensional e plano do
quadro e um outro espaço, tridimensional, onde se situa a obra
realmente.
Maria do Carmo
Nino
Para a exposição “Semi-novos”, Museu da Abolição
– Recife, 2001
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